Batuque contra o assédio sexual

Batuque contra o assédio sexual
03 set 2015

Denunciar será a principal arma em favor da mulher que sofrer algum tipo de constrangimento dentro dos trens ou nas estações

Texto: Marcelo Abreu/Ascom/Metrô-DF
Foto:Tony Winston/Agência Brasília

Primeiro veio o batuque vibrante das mulheres do grupo Batalá. Impossível não parar para escutar. Depois, os discursos. E assim foi oficialmente aberta, hoje (3/9), às 10h, na Estação Central, a campanha do Metrô-DF  “Não existem desculpas: assédio sexual é crime”. A ideia é incentivar mulheres a denunciar sempre que se sentirem agredidas e molestadas dentro dos trens ou nas estações. Cada usuário passará a ser um agente fiscalizador em potencial.

A campanha reforça o cumprimento à Lei Distrital nº 4848/2012, que estabelece o carro exclusivo feminino e para pessoas com deficiência. Na abertura dos discursos, o presidente do Metrô-DF, Marcelo Dourado, ressaltou o objetivo da campanha: “O que nos motivou foi exatamente o pouco número de denúncias que chegam até nós. Há uma dificuldade gritante da mulher, que se sente constrangida e envergonhada”.

E continuou: “Agora, o carro exclusivo, para mulheres e pessoas com deficiência, será lei, das 6h às23h30, de segunda a sábado. E das 7h às 19h, aos domingos e feriados”. Para Dourado, há um preceito básico e irrefutável, que deveria reger a vida de cada cidadão: “O direito de cada um de nós termina quando começa o do outro”.

Em seguida, a atriz Maria Paula, que é brasiliense e tem apoiado várias campanhas do Metrô-DF, também ressaltou a importância do evento. “Essa é uma medida drástica. A mulher não pode ter medo de fazer barulho e pedir ajuda dos órgãos necessários”, disse. E encerrou: “O limite precisa ser estabelecido. Isso é educação, que pretendemos passar aos nossos filhos, maridos e para a população. Precisamos conviver nos espaços públicos e privados e mudar a cultura do medo”.

Crédito: Paulo Barros/Ascom/Metrô-DF

Marcelo Dourado: “O que nos motivou foi exatamente o pouco número de denúncias que chegam até nós. Há uma dificuldade gritante da mulher, que se sente constrangida e envergonhada”.

Dia de festa
Os usuários passavam pela Estação Central, nos seus embarques e desembarques, e paravam para ouvir o que aquelas pessoas ali à frente falavam. A secretária Marise Nogueira, da Secretaria de Mulheres, Igualdade Social e Direitos Humanos, disse que hoje foi um dia de festa. “É o Metrô-DF garantindo os nossos direitos. O compromisso de construir uma cultura de paz é de todos nós. Inclusão é para todos. Brasília está dando o exemplo que tem consciência de gênero”, avaliou.

Márcia Rollemberg, primeira-dama de Brasília, também comemorou o lançamento da campanha: “É um passo importante. O ideal mesmo era que essa consciência fosse estendida para todos os vagões. Mas é o início desse processo”. E indagou: “O que leva homens a ter um comportamento tão nocivo? Precisamos discutir isso”.

Encerrando os discursos da abertura da campanha, o governador Rodrigo Rollemberg disse, otimista: “Ouvi tambores rufando. Chegará um dia em que a sociedade será mais generosa e pacífica. Mas, enquanto isso não acontece, devemos criar condições para fazer esses trajetos diários, para mulheres pessoas com necessidades especiais”. E fez questão de relembrar: “Assédio é crime”.

Os tambores das mulheres do grupo Batalá deram o tom de encerramento a esta manhã especial.

Denuncie:
Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (61) 3207-6195 ou pelo WhatsApp da Ouvidoria do Metrô-DF (61) 9220-0176

Mais informações:
Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF)
Assessoria de Comunicação
Telefones: (61) 3353-7077 // 9285-7346

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