Estações Central e Cidadania entraram na luta contra a Aids

Estações Central e Cidadania entraram na luta contra a Aids
01 dez 2016

Realização do teste rápido, distribuição de preservativos e informação fizeram parte do dia de luta e conscientização sobre o HIV 

Texto: Marcelo Abreu/Ascom/Metrô-DF
Fotos: Paulo Barros/Ascom/Metrô-DF

(Brasília, 01/12/2016) – Na manhã desta quinta-feira (1º/12), na Estação Central (Rodoviária do Plano Piloto), houve o lançamento do Dia Mundial de Combate à Aids. Os usuários do Metrô-DF tiveram acesso a ações que celebram a data, organizadas pelo projeto Metrô Solidário.

Houve o lançamento da exposição de fotos “Eu me previno, eu me trato, eu vivo sem AIDS”, organizada pelo Ministério da Saúde, e apresentação do dançarino Nell, representando o movimento LGBT. O ator, carregando uma cesta, distribuiu preservativos e gel lubrificante para quem embarcava e desembarcava na estação. A reação das pessoas foi bem positiva.

Por volta das 11h, voluntárias da ONG Arco-Íris distribuíram camisinhas femininas no vagão da mulher. Com a camiseta da campanha Eu Abraço, quatro mulheres viajaram da Estação Central ao Terminal Ceilândia informando sobre a importância de a mulher se proteger e fazer sexo com segurança. “A prevenção e a conscientização ainda são os melhores remédios”,  alerta a voluntária Denise Catarina Lopes, de 58 anos”.

Segundo recente estudo global publicado pela revista The Lancet HIV, existem cerca de 2,5 milhões de pessoas ainda são infectadas por HIV todos os anos, ao mesmo tempo em que as novas drogas têm reduzido a taxa de mortalidade relacionada ao vírus e os soropositivos têm vivido cada vez mais. Hoje, no mundo, existem cerca de 38,8 milhões de pessoas vivendo com o HIV.

Teste rápido
À tarde, na estação 112 Sul, Estação Cidadania, alunos do curso de enfermagem, da Faculdade Icesp, realizaram exames de teste rápido, para detectar ou não a presença do vírus. A Secretaria de Saúde do DF ofereceu 300 kits para a campanha. E a Secretaria de Estado de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh), em parceira, cedeu as suas instalações.

O autônomo Bartolomeu Ferreira Neto, de 57 anos, separado, dois filhos, não pensou duas vezes. Viu a movimentação e parou na fila. “É rápido e a gente precisa se cuidar, né?”, disse. Minutos depois, o resultado. E Bartolomeu vibrou: “É  um alívio, um prêmio. Sinal de que se prevenir sempre vale a pena”.

A servidora pública Lara Belmont também quis fazer o teste. “Tem gente que não vai aos postos, a um hospital. Aqui tudo fica mais fácil. E a vantagem de ser rápido.”

E assim, mais um primeiro de dezembro foi lembrado. Não foi dia para comemorar. É uma data de conscientização, de alerta, alarme vermelho. E sempre vale a máxima: “Prevenir é melhor do que remediar”. E a informação é a brutal diferença em todo esse processo.

 

Confira a galeria de fotos do evento
Luta contra AIDS nas estações do Metrô

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