Estação Central do Metrô tem simulação antiterrorismo para a Olimpíada

Estação Central do Metrô tem simulação antiterrorismo para a Olimpíada
29 jul 2016

Cerca de 300 militares e agentes de segurança participaram, na noite de quinta-feira (28), de ação preventiva para os dias em que Brasília sediará jogos de futebol do evento esportivo

Gabriela Moll, da Agência Brasília
Fotos: Paulo Barros/Ascom/Metrô-DF

(Brasília, 29/07/2016) – Durante quase três horas da noite dessa quinta-feira (28), a Estação Central do Metrô, na Rodoviária do Plano Piloto, foi tomada por reféns, terroristas e explosão de bombas. O cenário é parte de uma simulação do Comando Militar do Planalto para agir em caso de atentados durante a Olimpíada 2016 em Brasília.

Por volta das 23 horas de ontem, figurantes que se passaram por terroristas anunciaram que estavam armados e que tinham reféns. De acordo com o planejamento estratégico, os agentes de segurança do metrô informam o Centro Integrado de Comando e Controle Regional, responsável por acionar os batalhões responsáveis. Com a chegada dos militares, todas as luzes foram desligadas, seguindo o protocolo de segurança. O apagão é uma forma de evitar que os supostos terroristas saibam de onde vêm os militares, que são equipados com óculos de visão noturna.
A simulação seguiu protocolos de segurança, como a ação dos militares ocorrendo com a estação completamente às escuras.

Houve explosões de simulacros de bombas radiológicas em um dos quatro vagões disponíveis para a ação. Os agentes resgataram os cerca de 60 figurantes que representaram reféns. As vítimas foram levadas a postos de descontaminação, e os feridos, transportados por bombeiros devidamente equipados. As pessoas em condições de se locomover foram encaminhadas para receber o tratamento com água e produtos químicos. Depois dos primeiros atendimentos, na situação real, as vítimas deverão ser levadas para a unidade de saúde mais próxima, se for o caso.

Durante a simulação, os profissionais seguiram o protocolo de atendimento emergencial e transporte de possíveis vítimas de atentado terrorista. Além da força tática na estação do metrô, uma equipe de contingência cercou o perímetro da Rodoviária do Plano Piloto durante a ação para simular o isolamento da área.

Comandante Militar do Planalto, general-de-divisão César Leme Justo: “Estamos trabalhando com o adestramento, com a prevenção e com a fiscalização para atender a qualquer ocorrência durante os jogos.”

Comandante Militar do Planalto, general-de-divisão César Leme Justo: “Estamos trabalhando com o adestramento, com a prevenção e com a fiscalização para atender a qualquer ocorrência durante os jogos.”

O comandante Militar do Planalto, general-de-divisão César Leme Justo, explicou que a ação é parte de uma série de outras atividades que são desenvolvidas de forma articulada com as forças de segurança. “Estamos trabalhando com o adestramento, com a prevenção e com a fiscalização para atender a qualquer ocorrência durante os jogos.”

O ensaio, de acordo com o comandante, faz parte de uma das etapas finais da operação. “Já passamos pelo Mané Garrincha e por outros pontos de alta relevância e rotatividade”, afirmou. O militar ainda avaliou como parte crucial do processo o momento da abordagem e da aproximação entre os agentes e os “alvos”, que no caso são os terroristas. “Essa é, sem dúvida, a parte mais sensível da condução estratégica”, concluiu.

Agentes do Corpo de Segurança Operacional da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) realizam atendimento emergencial às vítimas

Agentes do Corpo de Segurança Operacional da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) realizam atendimento emergencial às vítimas

A ação antiterrorista do Exército Brasileiro envolveu cerca de 300 profissionais – 80 dentro da estação – entre militares do Comando Militar do Planalto, agentes do Corpo de Segurança Operacional da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Comissão Nacional de Energia Nuclear do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Houve ainda a participação de cinco figurantes que representaram terroristas e cerca de 60 que fizeram o papel de vítimas, todos cabos e soldados do Exército.

Foi simulada também a explosão de bombas radiológicas, o que fez com que as vítimas fossem levadas a postos de descontaminação com água e produtos químicos.

Foi simulada também a explosão de bombas radiológicas, o que fez com que as vítimas fossem levadas a postos de descontaminação com água e produtos químicos.

A simulação no metrô integra a Operação Olimpíadas, força-tarefa da segurança pública para atuação antes, durante e depois dos jogos que ocorrerão na capital — de 4 a 13 de agosto. A ação começou no domingo (24) e vai até 15 de agosto. Serão mobilizados 8,5 mil profissionais. “Planejamos todos os cenários possíveis em um trabalho articulado e integrado”, disse o comandante-geral da Polícia Militar do DF, coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira, que acompanhou a operação de ontem. A corporação brasiliense e o Corpo de Bombeiros fizeram três treinamentos distintos para a Olimpíada neste ano. O diretor-presidente do Metrô-DF, Marcelo Dourado, também assistiu à simulação.

Só o Distrito Federal empregará 4,5 mil agentes da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros Militar, do Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF), do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) e do Samu. Já as Forças Armadas vão destinar 4 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

 

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