A poesia arrebatadora de Hilda Hilst vira peça de teatro numa estação do Metrô

A poesia arrebatadora de Hilda Hilst vira peça de teatro numa estação do Metrô
29 abr 2016

Grupo  Coletivo Tombado encena, nos dias 1º, 2 e 3 de maio, poemas da poeta paulista para a estação de Samambaia

Texto: Marcelo Abreu/Ascom/Metrô-DF
Foto: Divulgação/Grupo  Coletivo Tombado

(Brasília, 29/04/2016) - No meio do caminho, no vaivém de gente, embarques e desembarques e histórias entrecortadas, a poesia de Hilda Hilst vai invadir a estação do Metrô. É essa a proposta. No meio de um lugar improvável, onde a pressa para pegar o próximo trem dita o ritmo do lugar. É exatamente isso que o grupo de teatro Coletivo Tombado quer levar às pessoas que passarem pelo Terminal Samambaia nos três primeiros dias de maio.

E não há lugar melhor para expressar sua arte do que um terminal de Metrô. A ideia é juntar atores e público no mesmo espetáculo, numa interação perfeita entre o que se vê e o que sente.  O espetáculo Para Mahal, inspirado na obra “Tu não te moves de ti”, da grande poeta e ficcionista Hilda Hilst (1930/2004).

A incerteza da escrita da autora se soma a uma encenação que fortalece um sentimento sobre qual destino terá cada ato, cada movimento da trama.  Esse é o diferencial da montagem. A partir da interação com o público, surge necessariamente um ‘novo’ texto cênico originado da resposta do espectador.

Para Mahal é a mais recente montagem do Coletivo Tombado, grupo, que investiga as possibilidades da dramaturgia aberta desde 2011, quando encenaram Para onde vão os trens?, inspirado  também na obra Tu não te moves de ti, de Hilda Hilst.

“O ponto de partida é o estímulo para participação da plateia. O que ocorre depois é resultado do jogo de interpretação dos atores com os espectadores”, explica Márcio Menezes, diretor do espetáculo e coordenador do Coletivo Tombado.

Genuinamente brasiliense
A peça também será transmitida via internet e o internauta poderá participar da dramaturgia por meio de um chat.  O grupo investe em experimentação artística com parceria de outros artistas e coletivos, como o CEDA (Centro de Estudos de Dramaturgia Aberta), o Sistema Criolina (discotecagem), o ME VER (Tecnologia da Informação, Interatividade e Videoarte), Mateus Ferrari, Lucas Muniz e Hélio Miranda (música ao vivo) e Raquel Rosildete (Arquitetura e Designer de Luz).

“A montagem desse espetáculo, genuinamente brasiliense,  promove ações de difusão das artes cênicas produzidas na capital. O Coletivo Tombado investe na descoberta de novos percursos cênicos, a partir da criação de obras abertas e relacionais”, comenta Márcio Menezes. O espetáculo tem patrocínio do Fundo de Apoio a Cultura do Distrito Federal (FAC/DF).

Então, prepare-se, já que está numa estação de metrô, para viajar com o melhor da poesia de Hilda Hilst. E certamente vai se emocionar quando ouvir algo como Tu podes ir e ainda que se mova o trem tu não te moves de ti. Na verdade, Hilda foi sábia. Ela percebeu, lá atrás, que para aonde a gente for – de trem, de avião, de ônibus, de barco ou a pé -, carregaremos nós mesmos dentro da bagagem. Aproveite bem a companhia.

Serviço
Quando: 1º de maio – Feriado do Dia do Trabalhador – 17h
2 e 3 de maio – 19h
Onde: Metrô Terminal Samambaia – Plataforma superior

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