Um dia para combater o preconceito e a discriminação

“O país tá mudando por causa das leis. Agora, a gente pode ir atrás, denunciar o preconceito, mas ainda tem muita coisa para ser feita", diz Fábio
22 mar 2016

Para comemorar o Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial, Metrô-DF e Sedestmidh assinam Termo de Cooperação para capacitação de empregados

Texto: Marcelo Abreu/Ascom/Metrô-DF
Fotos: Paulo Barros/Ascom/Metrô-DF

(Brasília, 21/03/2016) - Houve gingado e o canto negro de libertação do Grupo Capoeiras Raízes, do mestre Zezinho. Houve a voz macia da Grupo Turbanas, formado por três mulheres negras, que cantam e encantam MPB e jazz. Houve gente passando. Gente parando.  Gente fazendo selfie. Gente extasiada com tudo aquilo.

No meio do caminho, havia tudo isso. E havia um motivo para toda aquela gente estar ali. Nesta segunda-feira (21), na Estação Central do Metrô-DF, comemorou-se o Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial.

E, para selar a data, houve também a assinatura do Termo de Cooperação entre a Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh) e o Metrô-DF para capacitação dos empregados na temática igualdade racial.

O protocolo de intenções foi assinado pelo presidente do Metrô-DF, Marcelo Dourado, e o secretário da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Joe Valle. Representando a classe artística — e como cidadã brasiliense atenta às grandes causas –, a atriz Maria Paula esteve presente ao ato.

Pela porta da frente
Depois da apresentação de Capoeira Grupo Raízes do Brasil, um dos participantes, Fábio da Silva Rodrigues, de 34 anos, falou sobre a importância de ter um dia para fazer uma alerta ao preconceito e à discriminação.

Negro, piauiense de Teresina, pintor de parede, morador do Lago Azul (GO), casado, uma filha de 11 anos, Fábio disse que já foi alvo de muito preconceito. “Qual o negro que nunca sofreu?”, indaga. E complementa: “O país tá mudando por causa das leis. Agora, a gente pode ir atrás, denunciar o preconceito, mas ainda tem muita coisa para ser feita. O que sempre digo à minha filha é que ela precisa se impor, só assim será respeitada”.

Sobre a capoeira, que joga há 20 anos, o pintor piauiense diz que foi por ela que ele passou a se perceber mais e reconhecer o seu valor diante do mundo. “A capoeira me proporcionou entrar sempre pela porta da frente. Foi uma oportunidade de libertação”.

Essa sensação de liberdade e ter a certeza de que pode sempre, em quaisquer circunstâncias, entrar pela porta da frente já teria valido a pena toda a luta e todos os 21 de marços.

Regime apartheid
Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial, a Estação Central do Metrô-DF se transformará em um palco de defesa da igualdade entre as raças. Estão previstas ações que resgatam a luta contra a discriminação racial e celebram a data, criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para lembrar o massacre, em 1960, na cidade de Joanesburgo (África do Sul), quando a polícia do regime do apartheid abriu fogo contra um grupo de 20 mil pessoas, deixando 69 mortos e 186 feridos.

Mais informações:
Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF)
E-mail: imprensa.metrodf@gmail.com
Telefone: (61) 3353-7077/9285-7346

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