Inspire-se em Terezinha, uma campeã

Inspire-se em Terezinha, uma campeã
14 dez 2015

A 3ª Corrida do Metroviário, realizada ma manhã deste domingo, levou cerca de 300 competidores – entre atletas profissionais e amadores – para as ruas de Águas Claras. A prova foi um sucesso. O evento se consolidou no calendário do Metrô-DF

Texto: Marcelo Abreu/Ascom/Metrô-DF
Fotos: Paulo Barros/Ascom/Metrô-DF

(Brasília, 13/12/2015) - Maria Terezinha Franco não perde uma. Está em todas. E como faltar exatamente à 3ª Corrida do Metroviário, realizada na manhã de vento frio deste domingo (13/12), em Águas Claras? Nunca. O mundo podia desabar, menos Terezinha faltar. E a danadinha deu o tom à competição.

E foi assim, com gente como Terezinha, que corre em toda maratona, gente profissional, atleta de ponta, gente amadora, que a corrida tem feito parte do calendário de Brasília. Cerca de 300 pessoas se inscreveram. E o Centro Administrativo e Operacional (CAO) do Metrô-DF, lugar da partida e chegada, lotou.

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Logo cedo, às 7h, as pessoas começaram a chegar para a competição, marcada para as 8h. E logo o espaço foi cercado por uma gente disposta a correr. A máxima “perna para que te quero” nunca fez tanto sentido.

E Terezinha estava lá, animada, tirando fotos, se aquecendo, andando de um lado para o outro. Mas quem é, afinal, Terezinha? Essa é melhor parte. Ela é mineirinha de tudo, mora em Brasília desde 1975, foi merendeira de escola, mãe de dois filhos, avó de um neto. Uma mulher normal, que passava longe de qualquer atividade física. E a vida seguia.
Aos 49 anos, o imponderável. Um derrame nocauteou Terezinha. Ela perdeu quase todos os movimentos do corpo. Restou-lhe uma cadeira de rodas. “Foram dois anos e meio assim e mais um de muletas “, ela conta. “E fiquei surda do ouvido esquerdo”, emenda.

Parou por aí? Nada. Depois disso tudo, ainda tinha, no meio do caminho, mais um drama: um devastador câncer no esôfago. E Terezinha, mais uma vez, venceu a doença e os piores prognósticos médicos.

Campeã
Um dia, o filho, que estudava educação física, convidou-a para ir à academia com ele, fazer uma moderada atividade física. Em 2004, ela começou a correr, devagar, aos pouquinhos. Hoje, aos 64 anos, Terezinha é maratonista. Treina três vezes por semana e e corre prova de 7km e 15km.

Participou de várias São Silvestres e Pan-Americanos, coleciona troféus e medalhas. Na manhã deste domingo foi uma daquelas 300 pessoas que desafiaram os 6km da prova, em Águas Claras. E lá se foi Terezinha. Fez o que melhor sabe fazer hoje. Completou a corrida aos 39 minutos e 37 segundos. Não ficou entre as cinco primeiras colocadas, atletas bem mais jovens e experientes. Mas, internamente, sentiu-se a maior das campeãs.

Emocionada, segurando a sua medalha, ao lado da amiga Excelsa Oliveira, de 62 anos, que também correu, ela confidenciou: “Isso aqui é a minha segunda família. Primeiro a igreja, depois a corrida. Não sei viver sem correr. Eu sobrevivi ao derrame e ao câncer pra fazer isso”. Alguém duvida que Terezinha é supercampeã?

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Troféus
O presidente do Metrô-DF, Marcelo Dourado, ao lado do administrador de Águas Claras, Valdeci Machado, elogiou a competição – que ocorreu dentro da mais perfeita organização – e prometeu fazer do evento um marco no calendário da empresa.

Para incentivar que as pessoas deixem um pouco o sedentarismo, elogiou a competição. E comentou: “Eu acredito e defendo O TBT”. TBT? Ele explicou: “O tênis, a bicicleta e o trilho. Vamos deixar mais o carro em casa e fazer alguma atividade física. Isso é qualidade de vida, é saúde”. A primeira-dama, Márcia Rollemberg, que também participou da prova e suou a camisa, endossou a máxima de Dourado.

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E os campeões foram chamados ao pódio. Ivo Silva Mendonça, auxiliar de serviços gerais de um shopping da Asa Norte e atleta amador, completou a prova aos 18 minutos e 40 segundos. Coube a ele o primeiro lugar. Na categoria feminina, a campeã absoluta, com o tempo de 21 minutos e 15 segundos, foi a atleta profissional Luci Batista, detentora de outros troféus em várias competições em Brasília.

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E assim, depois de quase três horas – entre competição e entrega dos troféus –, a 3ª Corrida do Metroviário chegou ao fim. E Terezinha, a mulher que se reinventou e tornou-se campeã absoluta da vida? Foi embora toda serelepe, carregando a medalha e prometendo voltar no ano que vem, para a 4ª Corrida do Metroviário. Alguém duvida, de novo, de Terezinha?

Mais informações:
Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF)
E-mail: imprensa.metrodf@gmail.com
Telefone: (61) 3353-7077/9285-7346

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