Simulação de incêndio em túnel integra metrô, polícia e bombeiros

Simulação de incêndio em túnel integra metrô, polícia e bombeiros
03 nov 2015

Atuação padronizada em treinamentos integrados garante, com mais eficiência, resgate de múltiplas vítimas

Texto e fotos: Murilo Caldas/Ascom/Metrô-DF

Relacionamento é muito importante. No trabalho, é um instrumento poderoso para evitar conflitos, motivar equipes e garantir o bom desempenho. Respeitar o outro, saber os limites da atuação de cada um. Tudo isso está implícito na atividade que a Central de Segurança Operacional (CSO) do Metrô-DF vem desenvolvendo.

No mês de outubro, o CSO realizou uma série de treinamentos que envolveram os agentes de segurança da empresa, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) e a Polícia Militar do DF (PMDF).

Ao todo, este ano, foram realizados dez simulados integrados, que colocaram as três forças juntas, para uma atuação conjunta, e in loco. Essa seria a condição real de trabalho desses profissionais, numa ocasião de incêndio em área de túnel, com múltiplas vítimas a serem resgatadas.

O último desses treinamentos ocorreu na Estação Praça do Relógio. Era uma quinta-feira, 29 de outubro. Finalizada a operação comercial de transporte de passageiros, às 23h30, começaram os preparativos para um novo simulado. Os dez agentes escalados para esta capacitação não sabiam o que os esperava. Eles deixaram as famílias em casa, para estarem ali. Mas, os resultados, com certeza, compensaram o esforço desses heróis.

De repente, ouvem-se estouros. Bombas escondidas em vários cantos da via começam a explodir e estremecer toda a estação. A dupla de agentes de plantão no local corre para verificar o que está ocorrendo. Logo, deparam-se com um trem em chamas, dentro do túnel, a oeste da estação, e os passageiros, aos gritos, por socorro.

O Centro de Controle Operacional (CCO) informa imediatamente ao CSO, aos Bombeiros e à Polícia Militar. Em cinco minutos, os agentes, que já atuavam na ocorrência recebem um reforço de seguranças vindos da Estação Centro Metropolitano, a mais próxima. Em seguida chega a viatura enviada do Centro Administrativo e Operacional (CAO).

Chamado
Do console do CCO saiu o chamado para a Central Integrada de Atendimento e Despacho (CIADE), que aciona o quartel mais próximo para atuar na ocorrência. Os atendentes do CIADE não sabiam que haveria uma simulação. E deram o alarme real, como se verdade fosse. O carro do Corpo de Bombeiros, que fica no Centro de Taguatinga, levou nove minutos para chegar até a Estação Praça do Relógio.

Ao chegar ao local, bombeiros, agentes do CSO e policiais militares se entendiam sobre como seria a operação de resgate, enquanto preparavam a “linha d’água”, por onde passaria a mangueira de incêndio, isolavam o caminho para iniciar os resgates, montavam os equipamentos para aplicar os primeiros socorros e para executar o transporte das vítimas, muitas delas mutiladas.

Detalhes como a comunicação entre agentes de cada corporação são discutidos e afinados entre eles. Expressões utilizadas internamente como força, códigos, formas de direcionamento e comando são compartilhados. “A cada simulado surgem novos desafios e percebe-se uma melhoria da atuação de cada ator envolvido, com um protocolo mais definido, para que não haja improviso numa situação real”, explicou Ubirajara Paulino, um dos agentes do CSO responsáveis pelo treinamento.

Durante os resgates, quando também se aplicavam atendimentos pré-hospitalar de primeiros socorros, cada vítima era identificada com um pulseira colorida (verde, amarelo e vermelho) de acordo com a gravidade. E, assim, era liberada, atendida emergencialmente ou encaminhada ao hospital mais próximo.

Toda a atividade durou mais de 3 horas e, ao final, apesar do cansaço, todos concordaram: valeu a pena! Agora as três forças estão mais seguras para atender a uma ocorrência real, em conjunto. “Conhecer o local, o sistema, as funcionalidades e padronizar um modo de operação, tudo isso é objeto desse treinamento e esse conhecimento será levado para o nosso quartel e aplicado teoricamente à corporação”, revelou a tenente Débora, do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros.

Agora, cada um sabe o limite mais exato da sua atuação. E os entendimentos sobre os comandos de cada corporação estão mais afinados para evitar cometer erros graves e realizar um resgate com um melhor aproveitamento e o máximo de vidas preservadas.

 

Mais informações:
Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF)
Assessoria de Comunicação
Telefones: (61) 3353-7083 // 9285-7346

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